Esopo 329

A raposa e o espinheiro

Uma raposa estava tentando pular uma sebe, quando escapou de um escorregão apoiando-se num espinheiro. Ela sofreu arranhões na planta das patas e, vendo-se naquela terrível situação, culpou o espinheiro; afinal, ao refugiar-se nele em busca de socorro, recebera um tratamento pior do que aquele que ela pretendera evitar. E o espinheiro retrucou, dizendo: “Mas você ficou louca? Foi querer se agarrar justamente em mim, que tenho o costume de me agarrar em tudo!”.

A fábula mostra que assim, também, são tolos os homens que recorrem a protetores que nasceram com vocação para a injustiça.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 466

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