Esopo 361

As vespas, as perdizes e o lavrador

Vespas e perdizes, premidas pela sede, foram à casa de um lavrador pedir-lhe de beber, prometendo, em troca da água, esta compensação: as perdizes arrancariam as ervas daninhas das videiras, para os cachos ficarem viçosos, e as vespas fariam ronda para afugentar, com seus ferrões, os gatunos. E o lavrador respondeu: “Só que eu tenho dois bois que não me prometem nada, mas me fazem tudo. Logo, é melhor dar de beber a eles do que a vocês”.

Esta fábula [é oportuna] para homem mal recompensado.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 517

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