Esopo 260

Os milhafres e os cisnes

Fábula dos milhafres e dos cisnes, que exorta a não se tentar imitar o descabido.

Tal qual o canto dos cisnes era aquele que a natureza, nos primórdios, havia destinado aos milhafres. Mas eles, quando ouviram os relinchos dos cavalos, caíram de amores por aquela voz. E, como se puseram a tentar imitá-la, acabaram ficando sem aquela que possuíam, pois deixaram de exercitá-la. Portanto, não aprenderam a relinchar e desaprenderam de cantar.

Leva à perda daquilo que já se possui quando se imita aquilo que é descabido.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 371

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