Esopo 307

A pomba sedenta

Uma pomba, premida pela sede, viu uma vasilha de água desenhada num quadro. Pensando que fosse de verdade, precipitou-se com muito estardalhaço e, quando se deu conta, havia se chocado contra o quadro. Deu-se, então, que as bordas de suas asas se quebraram e ela caiu no chão, sendo, em seguida, apanhada por uma pessoa que estava por ali.

Assim, alguns homens que, movidos por um violento desejo, empreendem tarefas imprevidentemente encaminham-se à perdição.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 431

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