Esopo 129

A figueira e a oliveira

Assim que uma figueira perdeu as folhas na estação do inverno, uma oliveira, sua vizinha, começou a recriminar seu desnudamento, dizendo: “Eu, tanto no inverno como no verão, estou sempre adornada com minhas folhas, que são perenes. Mas você tem uma beleza passageira, que só dura um verão”. Enquanto ela se gabava, um raio caiu subitamente, por obra divina, e incinerou-a, mas não atingiu nem de raspão a figueira.

Assim, os que se gabam da sorte e da riqueza assumem a responsabilidade por desgraças em excesso.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 196

Deixe um comentário