O gaio e a raposa
Um gaio faminto pousou numa figueira. Como encontrasse ainda verdes os figos temporões, ficou lá esperando até que eles ficassem maduros. Então uma raposa viu que o gaio se eternizava ali e, ao saber do motivo, disse: “Mas você se engana, meu caro, entregando-se a uma esperança que sabe ludibriar, mas alimentar, jamais”.
Para homem mentiroso, a fábula é oportuna.
Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 203