A cadela prestes a dar cria
As lisonjas de um homem mau têm armadilhas:
os versos que seguem advertem para que as evitemos.
Como uma cadela prestes parir pedisse a uma outra
para ter a cria em seu abrigo, facilmente
obteve a permissão; depois, à outra, que pedia de volta o lugar, 5
dirigiu súplicas, pedindo mais um tempinho,
até que ela pudesse levar seus filhotes mais fortalecidos.
Esgotado também este tempo, a outra começou a exigir com firmeza
o seu cubículo.“Se para mim e minha turma
puderes ser páreo”, diz a cadela, “eu cederei o lugar.” 10
Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.