Bábrio 1.11

A raposa com fogo no rabo

A uma raposa hostil a videiras e também a pomares

uma pessoa queria envolver em estranha tortura.

Prendeu então no seu rabo um tufo de linho, pôs fogo

e deixou-a fugir. Mas uma divindade protetora 

foi guiando para a lavoura do malfeitor 5

a raposa com o fogo. Era época de colheita,

e a bela produção do campo, repleta de esperanças.

Ele, então, foi atrás dela, deplorando a intensa labuta,

e Deméter nem olhou para o terreiro dele.

    [É preciso ser doce e não se irritar além da medida.

Existe uma certa punição da cólera, que posso controlar,

pois ela traz prejuízo para os coléricos insuportáveis.]  

[Render-se à cólera desmedida contra os próximos não é bom.]

[Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti (2022)]

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