Fedro 3.9

Socrates para os amigos

É comum o nome de amigo, mas a fidelidade é rara.

Como Sócrates tivesse construído para si uma pequena casa

(e eu não evito sua morte, se conseguir sua fama,

e cedo à inveja, desde que, quando cinza, eu seja absolvido),

não sei quem do povo, como costuma acontecer, falou assim:5

“Pergunto-te, tu, um tal homem, fazes uma casa tão estreita?”

“Oxalá”, diz ele, “eu a encha de verdadeiros amigos!”

Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.

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