Fedro 1.28

A raposa e a águia

Os homens, por mais altos que estejam, devem temer os humildes,

porque a vingança é acessível ao hábil talento.

Certa vez uma águia apanhou os filhotes de uma raposa

e pôs em seu ninho para que seus filhos os tomassem como alimento.

A mãe, tendo-a seguido, começou a rogar 5

que não causasse a uma infeliz como ela uma dor tão grande.

Aquela desdenhou, segura certamente em seu próprio local.

A raposa tomou de um altar uma tocha acesa

e cercou de chama toda a árvore,

misturando a dor de seu sangue ao dano do inimigo. 10

A águia para livrar os seus do perigo de morte

entregou suplicante à raposa seus filhos sãos e salvos.

Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.

Deixe um comentário