A raposa e a águia
Os homens, por mais altos que estejam, devem temer os humildes,
porque a vingança é acessível ao hábil talento.
Certa vez uma águia apanhou os filhotes de uma raposa
e pôs em seu ninho para que seus filhos os tomassem como alimento.
A mãe, tendo-a seguido, começou a rogar 5
que não causasse a uma infeliz como ela uma dor tão grande.
Aquela desdenhou, segura certamente em seu próprio local.
A raposa tomou de um altar uma tocha acesa
e cercou de chama toda a árvore,
misturando a dor de seu sangue ao dano do inimigo. 10
A águia para livrar os seus do perigo de morte
entregou suplicante à raposa seus filhos sãos e salvos.
Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.