Fedro 1.19

A cadela prestes a dar cria

As lisonjas de um homem mau têm armadilhas:

os versos que seguem advertem para que as evitemos.

Como uma cadela prestes parir pedisse a uma outra

para ter a cria em seu abrigo, facilmente

obteve a permissão; depois, à outra, que pedia de volta o lugar, 5

dirigiu súplicas, pedindo mais um tempinho,

até que ela pudesse levar seus filhotes mais fortalecidos.

Esgotado também este tempo, a outra começou a exigir com firmeza

o seu cubículo.“Se para mim e minha turma

puderes ser páreo”, diz a cadela, “eu cederei o lugar.” 10

Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.

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