Esopo 342

A rosa e o amaranto

[A fábula mostra] Que é melhor viver bastante satisfeito com o pouco que se tem, do que levar uma vida requintada por um breve tempo e depois morrer, se der o azar de acontecer um revertério.

Um amaranto que desabrochara ao lado de uma rosa lhe disse: “Que flor formosa você é, e atraente para deuses e homens! Felicito-a por sua beleza e por seu perfume”. Então, ela respondeu: “Amaranto, eu vivo por um breve tempo e feneço, mesmo que não me colham. Mas você, ao contrário, floresce e vive sempre novo assim”.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 481

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