Fedro 4.18

Sobre a sorte dos homens

Como um sujeito se queixava de sua sorte,

Esopo inventou isto para consolá-lo.

Uma nau, sacudida por cruéis tempestades,

entre as lágrimas dos passageiros e o medo da morte,

assim que o dia muda repentinamente para uma face serena, 5

começou a ser levada em segurança por sopros favoráveis

e a animar os marinheiros com uma demasiada alegria.

Então o piloto, tornado sábio pelo perigo:

“Convém alegrar-se com parcimônia e queixar-se com moderação,

a dor e a alegria misturam de modo igual a vida inteira”. 10

Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.

Deixe um comentário