Fedro 4.9

A raposa e o bode

O homem astuto, assim que depara com o perigo,

busca encontrar a fuga na desgraça do outro.

Uma raposa descuidada tinha caído em um poço

e ficou presa devido à margem muito alta,

quando no mesmo local chegou um bode com sede. 5

Assim que ele perguntou se a água era doce

e abundante, aquela, maquinando uma trapaça:

“Desce, amigo; é tão grande a qualidade da água

que a minha vontade não consegue ser saciada”.

O barbudo atirou-se. Então a raposinha 10

escapou do poço, apoiada em seus altos chifres,

e deixou o bode aprisionado no poço fechado.

Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.

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