O passarinheiro e a cegonha
Um passarinheiro estendeu redes com visgo e ficou espreitando a caça de longe. E, assim que uma cegonha pousou entre os visgos, ele foi correndo apanhá-la. Ela, então, lhe pediu que a soltasse, dizendo que não era nociva aos homens; bem ao contrário, era muito útil, pois apanhava e matava as serpentes e os demais répteis. Então o passarinheiro respondeu: “Mas se realmente você não é maléfica, merece punição exatamente por isto: por envolver-se com malvados”.
Pois é. Portanto, também nós devemos evitar o convívio com os malvados, para não passar a impressão de sermos coniventes com a maldade deles.
Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 404