Esopo 254

O menino e o corvo

Uma mulher foi consultar o oráculo a respeito de seu filho, que ainda era um bebê, e os adivinhos lhe predisseram que ele iria ser morto por um corvo. Apavorada, ela preparou uma arca bem grande e nela trancafiou o menino, atentando para que ele não fosse morto por um corvo. E assim foi levando a vida, abrindo a arca nas horas certas, para lhe oferecer o alimento necessário. Mas, certa vez, ela abriu a arca e, quando foi recolocar a tampa, o menino, inesperadamente, pôs a cabeça para fora. E foi assim que o ferrolho da tampa, o qual era em forma de corvo, despencou sobre a cabeça dele, matando-o.

A fábula mostra que o desígnio do destino é irrevogável.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 364

Deixe um comentário