O jovem pródigo e a andorinha
Um jovem pródigo esbanjou seu patrimônio, tendo-lhe sobrado um único manto. E quando viu uma andorinha, que estava chegando fora de época, ele pegou o manto e o vendeu também, presumindo que já era verão e que não mais precisaria dele. Mais tarde, porém, sobreveio o inverno e fez um frio rigoroso. E o jovem, enquanto perambulava, viu a andorinha morta, entanguida, e disse para ela: “Você se ferrou, minha cara, e me ferrou também!”.
A fábula mostra que tudo o que é feito fora de época vem a ser movediço.
Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 279