Esopo 163

O homem cego

Um cego tinha o hábito de tatear qualquer animal que lhe fosse colocado nas mãos e, depois, dizer de que espécie ele era. Certa vez, quando lhe apresentaram um filhote de lobo, ele o apalpou e, meio indeciso, disse: “É um filhote, mas não sei se é de lobo ou de raposa ou de algum animal desse tipo. De uma coisa, porém, estou bem certo: este animal não é apropriado para acompanhar um rebanho de ovelhas”.

Assim, a índole dos perversos muitas vezes se faz notar até no corpo deles.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 243

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