O cão e a lebre
Após apanhar uma lebre, um cão de caça ora lhe dava mordidas, ora lambia-lhe os lábios. Então ela, interrompendo-o, lhe disse: “Ou você para de me morder, ou para de me beijar, a fim de eu saber se sua conduta é de amigo ou de inimigo”.
Para homem ambíguo a fábula é oportuna.
Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 124