A raposa com fogo no rabo
A uma raposa hostil a videiras e também a pomares
uma pessoa queria envolver em estranha tortura.
Prendeu então no seu rabo um tufo de linho, pôs fogo
e deixou-a fugir. Mas uma divindade protetora
foi guiando para a lavoura do malfeitor 5
a raposa com o fogo. Era época de colheita,
e a bela produção do campo, repleta de esperanças.
Ele, então, foi atrás dela, deplorando a intensa labuta,
e Deméter nem olhou para o terreiro dele.
[É preciso ser doce e não se irritar além da medida.
Existe uma certa punição da cólera, que posso controlar,
pois ela traz prejuízo para os coléricos insuportáveis.]
[Render-se à cólera desmedida contra os próximos não é bom.]
[Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti (2022)]