A raposa e o bode
O homem astuto, assim que depara com o perigo,
busca encontrar a fuga na desgraça do outro.
Uma raposa descuidada tinha caído em um poço
e ficou presa devido à margem muito alta,
quando no mesmo local chegou um bode com sede. 5
Assim que ele perguntou se a água era doce
e abundante, aquela, maquinando uma trapaça:
“Desce, amigo; é tão grande a qualidade da água
que a minha vontade não consegue ser saciada”.
O barbudo atirou-se. Então a raposinha 10
escapou do poço, apoiada em seus altos chifres,
e deixou o bode aprisionado no poço fechado.
Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.