Fedro 3.11

Um eunuco a um malvado

Um eunuco discutia com um sujeito malvado,

que, além de palavras indecentes e atrevida disputa,

censurou o prejuízo de seu corpo mutilado.

“Ai”, diz, “é só por isso que eu sofro mais profundamente,

porque me faltam os testemunhos de minha integridade. 5

Mas por que tu, estulto, censuras uma falta da Fortuna?

Só é vergonhoso para um homem o que ele mereceu padecer”.

Como citar este documento:
FEDRO. Fábulas esópicas. Tradução de José Dejalma Dezotti. Edição digital organizada por Lucas Consolin Dezotti. Araraquara: s.n., 2023. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.7763266. Acesso em 23.mar.2023.

Esopo 127

O eunuco e o sacerdote

Um eunuco foi até um sacerdote e pediu-lhe encarecidamente que realizasse um sacrifício em seu favor, para ele gerar filhos. O sacerdote lhe disse: “Quando me concentro no sacrifício, eu peço por você para ter filhos, mas quando olho para a sua cara, nem homem você parece!”.

Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Consolin Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 192